Amigo anjo
Relato da Visita ao
Asilo Santo Antônio
A experiência melhor que já tive
Não sei
como descrever meus sentimentos diante de tudo que vivenciei. Fui ao asilo Santo
Antônio e me encantei com tantas conversas. Ouvir os idosos contarem suas
histórias e grandes experiências, me fez perceber e acreditar que foi a melhor
coisa que fiz este ano.
As
lágrimas que derramei foram ao ver que com tão pouco amor, os idosos tentam
viver felizes, com o mínino que tem. Algumas idosas choram por ainda conseguirem
relembrar seu passado e querem voltar ao tempo, mas sabem que isso não é
possível.
Minha
vontade é ajudar, até mesmo, estar com elas sempre. Algumas são tímidas e
incapazes de descrever algo. Não vou me esquecer de nada, dos simples sorrisos
que consegui tirar dos rostos humildes e cheios de esperança talvez.
Posso
retratar com certeza os relatos de duas idosas que ouvi:
Primeiro
D’ Jesuína, história linda de sua infância, palavras engraçadas, ela tem muitos
filhos, descobri seus gostos, o quanto sente frio à noite, e talvez um vazio
por dentro, ela não tem amigos no asilo, mas adora ficar com seus livros,
quando não esta desanimada, lê muito, até o sono chegar. Ela não é vaidosa, não
gosta de esmalte e batom e já perdeu a conta de sua idade, o que me chamou
atenção foi que, apesar de aparentar ser mais velha, ela se lembra da proibição
de seu pai em ir aos baile da escola.
D’
Elza, como ela estava linda aquele dia, vaidosa, preocupada, comunicativa, bem
humorada, adora visitas, sorridente e apesar de não ter casado (por opção ),
ela mora no asilo a algum tempo.
Tirei
fotos com ela aproveitando a paisagem do jardim e de uma árvore, como ela quis.
Prometi a ela que voltaria e cumprirei assim que puder. Identifiquei-me muito
com ela. Não sei como consegui me despedir... Dizer adeus foi difícil, meu
coração ficou nas mãos e pedi tanto a Deus para interceder por todos eles, da
lembrança que ficará na memória daquela manhã. Aprendi muito com a visita, me
emocionei, sorri das poucas palavras que ouvi de alegria, senti-me privilegiada
ao conhecer pessoas que talvez, com um bom dia ou exatamente um abraço mudou
meu viver. Brinquei me emocionei, talvez por falta de amizade que pudessem
sequer ouvi-los, carentes e com tanto amor dentro de seus corações. Pena que,
ás vezes, ninguém os vê ali, sozinhos e tão cheios de emoções para nos ouvir e nos
contar de seus passados alegres e tristes e de seus exemplos para nós.
Pensando
assim, não poderei deixar de visitá-los algum dia, quem sabe a escola, no
projeto LAÇO DE AMIZADE. Voltarei e levarei comigo carinho, atenção, paciência
e alegria, e, com certeza, a aquisição de um grande aprendizado que o mundo
aqui fora, não me ofereçe.
Maura Helena Caldeira
* Breve postarei as fotos da visita.

Parabéns Maura.
ResponderExcluirQue lindo sua ação, seu gesto de carinho com os idosos. :)
Adorei seu texto escritora :) rsrsrs
Abraços
Elisete Toledo